sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Desprezo.

Descobri que as pessoas não me odeiam.
Elas só me desprezam.
E, quanto a isso, tudo bem.
Eu sou desprezível!
:D

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Mensagem sem (nem idéia do) destinatário.

Tudo me leva a crer que as escolhas que eu realmente quero fazer são justamente aquelas que não se pode fazer. Não existe, aqui e agora,possibilidade de sair dessa crosta capitalista.
E se eu não quiser ser o que eles querem que eu seja? E se eu não quiser me formar, especializar e trabalhar?!
Eles vão me repreender, marginalizar! Eles já estão me repreendendo!
Como as pessoas conseguem viver com isso? E que vida é essa que elas levam?
Das duas a uma: Ou o processo de enculcamento não funcionou bem comigo, ou funcionou bem demais.
É. Eu ainda sou imatura demais pra fazer Sociais.
Só queria ter alguém pra mandar essa mensagem, muito me leva a crer que não o tenho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Violência.

Isso é a violência. Essa necessidade louca de nos ferirmos. De nos machucarmos. É dessa violência que me encontro farta. É dela que me encontro tão infringida.
Queria não me importar tanto. Não calcular tudo. Apenas seguir vivendo. Sem medir os fatos, contatos. Sem ter tão em mente essa capitalização de tudo: O que perderei com isso, o que ganharei. Lucro, Moeda. Se minha mente tivesse outra economia, seria minha vida melhor? Algo seria mais claro? Eu sentiria menos as pessoas indo embora? Mas a história não se dá pelo que poderia ser. O cinema talvez se de, a literatura. Eu e a História, não. Nós somos o que é agora e não as milhares de possibilidades do que poderíamos ser. E, contentando-se ou não, vivemos e convivemos com isso.
Convivemos com a violência que ninguém ouve, ninguém vê. Entretanto, a que é sentida (talvez entre lágrimas no meio da madrugada). A violência são as unhas ruídas, a queda de cabelo. A falta de comida. É subliminar, só que latente.
A violência é o nosso silêncio.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Meu coração soava mais alto que toda uma bateria num maldito desfile de carnaval.
Que música ele tocava? Era uma mistura de Hino da Indignação e uma Marcha Fúnebre. Coisa estranha pra valer.
Coisa estranha pra valer essas que acontecem nos nossos corações de vez em quando.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mudança.

Estão pintando o Castelo Amarelo de verde, seria isso um problema?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mais que isso.

E se tivesse sido diferente?
E se eu tivesse falado menos? E se eu não tivesse falado nada?
Não que me perturbe tanto assim, o problema é que, de alguma forma, perturba-me.
O tempo passando não muda o passado. E eu continuo viajando entre aqui e lá.
Sim, continuo viajando entre aquele tempo e... esse.
E, talvez, não se devesse dizer tudo assim, tão alto.
Talvez não é certo gritar pra todo mundo assim.
Nunca foi certo o que eu gritei por aí. Apesar de eu nunca ter tido vergonha disso.
Agora eu tenho. Tenho vergonha do tanto que machuquei tanta gente. E tenho vergonha do tanto que me deixei machucar. Masoquismo desenfreado. Loucura mal conduzida.
E o que além dessas palavras definiria aquele tempo? Loucura. Masoquismo.
E que palavras além dessas definiria o agora, o presente?
Há o que se fazer? Há algo além da falta? Há algum acerto no meio dos meus tantos e tais erros?
Sei lá. Inútil tudo isso. Inútil ter ido, inútil voltar.
Fica a dúvida, fica a dor. O que foi não volta.
O que foi? Eu querendo mais do que devo. Eu devendo mais do que tenho. Você fartando e mingüando. Indo para um chão mais fértil.

Que diferença faz agora?

Longo e complexo.

"Quero adentrar a um tema longo e complexo." Ele disse enquanto colocava o violão de lado, sentando-se na cama. "Você teria a paciência para me ouvir?"

"E eu tenho alguma dessa coisa ai?" Ela riu, mexendo nos dedos do pé. "Do que se trata? Espero que não seja nada ligado a longa discussões filosóficas, ou coisa que o valha, disso não estou com paciência, mesmo!"

"Não, não... Queria falar sobre a gente... Sobre essa nossa situação..."

Ela se virou para ele, não sei se perplexa ou triste. Encarou-o por alguns segundos, tentando ler sua mente, ou sua própria mente. Não sabia ao certo o que pensar. "É, longo e complexo, concordo", disse por fim.

"Vai conversar ou vai se esquivar?", ele estava sério. Sério o suficiente.

"Vou...", ela sorriu "Fazer o que sempre faço...".